Por uma Unicamp democrática

Às trabalhadoras e trabalhadores da Unicamp,

Dentro do contexto da consulta para a reitoria da Unicamp (2025-2029), que se realizará nos dias 11 e 12 de março de 2025, e diante dos desafios trabalhistas e de defesa do serviço público que enfrentamos, o coletivo sindical Travessia se reuniu e ouviu diversas opiniões da base, para formular as propostas apresentadas a seguir, que visam qualificar o debate com nossa categoria para transformar a Unicamp em um espaço mais justo, democrático e comprometido com a sociedade.

Nosso compromisso é com:

  • A construção de uma universidade mais justa e democrática;
  • A defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos;
  • A valorização da educação pública de qualidade e gratuita;
  • A promoção da sustentabilidade e do bem-estar social.

Defendemos:

  • Melhoria das condições de trabalho: Não ao ponto eletrônico. Construção de uma carreira justa para todos os trabalhadores. Redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Regulamentação do trabalho remoto. Fim da terceirização. 
  • Valorização dos técnicos(as) administrativos: Recuperação imediata das perdas salariais. Extensão de todos os benefícios aos aposentados. Criação de uma Pró-Reitoria de Cultura, Inclusão e Pertencimento, que atenda às necessidades de todos os membros da comunidade universitária.
  • Fortalecimento da educação superior: Defesa de um Sistema Único de Educação Superior no Estado de São Paulo. Ampliação dos debates sobre o ensino superior no Fórum das Seis e no Conselho de Reitores da Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Investimento em programas de extensão que aproximem a universidade da sociedade. Aumento do repasse para financiamento das universidades estaduais paulistas.
  • Democratização da universidade: Revisão do Estatuto da Unicamp para garantir a participação dos técnicos(as) administrativos nos colegiados e demais instâncias decisórias. Eleições paritárias para reitor, pró-reitores, prefeito, diretores de unidade, superintendências da área de saúde, e dirigentes de órgãos vinculados à Administração Central. Criação de uma instância independente para apuração de casos de assédio moral. Aumento no número de representantes dos(as) técnicos(as) administrativos no Conselho Universitário (Consu).
  • Sustentabilidade e bem-estar: Criação de um programa de proteção ambiental na Unicamp e entorno dos campi. Desenvolvimento de projetos na Fazenda Argentina que garantam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e estudantes. Criação de política de saúde do trabalhador.

20 Propostas do Travessia para a Unicamp

  1. Não ao Ponto Eletrônico;
  2. Carreira para os Trabalhadores – Projeto STU/Fasubra;
  3. Redução da jornada PAEPE de 40 para 30 horas semanais, sem redução de salário;
  4. Regulamentação do Trabalho Remoto;
  5. Fim da Terceirização – contratações apenas por concurso público;
  6. Reposição imediata das perdas salariais, para recuperar o poder aquisitivo de 2012;
  7. Criação de Pró-Reitoria de Cultura, Inclusão e Pertencimento – *incluir serviços Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DEDH), aposentandos e aposentados;
  8. Nenhum desmonte na Dedic: ampliar e discutir o Sistema Educacional e o reconhecimento da carreira magistério das professoras; 
  9. Extensão de todos os benefícios aos aposentados(as); 
  10. Sistema Único de Educação Superior no Estado de São Paulo (isonomia com USP e Unesp);
  11. Ampliação dos temas a serem debatidos e defendidos pelo Fórum das Seis e Cruesp em favor das universidades paulistas;
  12. Programa de proteção ambiental na Unicamp e entorno dos campi;
  13. Propostas para a Fazenda Argentina: Participação do STU nos estudos de ocupação da Fazenda Argentina (Cadeira para o STU no HIDS), em que seja garantido: Hospital do Servidor; hotel social; moradia funcional para trabalhadores e estudantes da Unicamp. 
  14. Programas de Extensão coordenados por PAEPEs – aproximar a universidade da população/cidades vizinhas;
  15. Programa de Formação para os PAEPEs – graduação e pós;
  16. Fortalecimento da Vivência no Campus;
  17. Revisão do TAC contra o assédio moral e criação de instância independente para apuração de casos de assédio moral com participação das entidades de classe;
  18. Revisão e atualização do Estatuto da Unicamp;
    • Reformulação da CPP;
    • Debater o papel da Procuradoria Geral;
    • Democratização da Universidade: eleições paritárias; aumento da bancada PAEPE; cadeira para os aposentados no Consu;
    • Eleição para prefeito do campus de forma paritária;
    • Eleição para Diretores de Unidades, Centros e Núcleos, incluindo os Colégios Técnicos (Cotuca e Cotil), de forma paritária;
  19. Defesa da proporcionalidade na composição da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU);
  20. Liberdade e autonomia sindical.

Vamos construir uma Unicamp mais forte, democrática e socialmente referenciada, que garanta o direito das trabalhadoras e trabalhadores técnicos-administrativos!