O MUNDO EM EBULIÇÃO

Alguma coisa está fora da ordem…

Fora da nova ordem mundial!

C. Veloso

América para os Americanos, fim do multilateralismo, fortalecimento do protecionismo, enfraquecimento dos órgãos mundiais, anexação de territórios (Groenlândia, Canadá, México) e deportação de imigrantes. Essa foi a política apresentada pelo então candidato Donald Trump – Republicano, na última corrida presidencial dos Estados Unidos. Na prática é a retomada da doutrina Donroe, unilateralismo como forma de protecionismo. Trump busca enfrentar as grandes potências, retomando a bipolaridade na geopolítica mundial. Para os países mais vulneráveis econômica e militar aplica-se o “diálogo manso” com força militar, a política do Big stick: O grande porrete. O governo estadunidense se comporta como um ditador, se coloca acima do parlamento para realizar suas ações militares em qualquer canto do mundo e em seu próprio país.

É sim na Europa, onde busca tarifar os países europeus, retirar apoio financeiros e enfraquece as instituições internacionais, e rompe acordos com parceiros históricos. Além disso, ainda ameaça anexar a Groenlândia. Neste cenário os países europeus, que se veem diante da guerra e sofrem com as fragilidades econômicas, tentam ocupar seu espaço no tabuleiro político; Porém submetem se a política do governo estadunidense, que é seu principal parceiro econômico e aliado militar. A política do governo americano avança também sobre os países da América. A cartilha é a mesma: Tarifações, ameaças de anexação e interferência direta na política local. O caso mais gritante foi o da Venezuela, operação de bombardeios e sequestro do presidente Maduro e da primeira-dama e deputada Cília Flores de forma ilegal foi agressão unilateral desrespeitando a soberania venezuelana. O sequestro e a criminalização de Maduro e Flores como traficantes de drogas servem para desviar o foco da ação que já havia iniciado com o cerco militar das águas territoriais do país; o bombardeio de barcos, provocando a morte de centenas de pessoas e o cerco de petroleiros. Toda esta ação teve como desfecho o bombardeio de Caracas. Trump tenta criar instabilidade na Venezuela com a finalidade de controlar a extração, distribuição do Petróleo e derrubar o regime de Maduro, ou seja, transformar a Venezuela em um protetorado. A lógica estadunidense é avançar sobre vários países da América. A bola da vez, agora é Cuba! Trump, através de seu secretário Marcos Rubel, ampliou o bloqueio sobre ilha proibindo que receba petróleo da Venezuela. Criando ainda mais dificuldades à população cubana. Diante da escassez, o governo cubano anunciou que não tem mais combustível para abastecer aviões, mas o colapso da economia cubana vai muito além dos aeroportos. Alimentos e remédios estão escassos porque, sem combustível, é mais difícil distribuir os produtos e o transporte público, está ainda mais reduzido. Além disso, a energia sofre blecautes de mais de 15 horas. Setores como turismo também sofrem com este boicote. Para justificar tal ataque a Cuba, o governo estadunidense declarou que Cuba é uma ameaça à segurança nacional. A política norte-americana tem duas vertentes: a primeira é afastar a China da disputa de mercado nos países da América, declarando ser os Estados Unidos o “dono deste território”; segundo, explorar toda riqueza dos países americanos, como se fossem sua colônia. Sendo assim, não existem limites de dominação: a demonstração disso foi a superioridade militar no ataque em Caracas.

As peças do tabuleiro político ainda estão sendo movimentadas, as intervenções no Oriente Médio, como o genocídio na Palestina a favor de Israel, e a imposição de desarmamento nuclear com o Irã. Trump se coloca como o xerife do mundo interferindo nas democracias, nas guerras, rompendo acordos e mexendo com o mercado mundial para impor a nova ordem mundial!