Campanha Salarial 2026

Todas(os) à luta pelo reajuste de 14,96%

O coletivo TRAVESSIA convoca as trabalhadoras e trabalhadores da Unicamp para a luta pela recomposição salarial! Segundo o cálculo do Fórum das Seis, o reajuste deverá ser de 14,96%, para recuperar o poder de compra de 2012.

Desde o ano passado, a reitoria já iniciou a disputa de narrativa de que não há orçamento para a correção dos salários a serem pagos pela Universidade – mas tem dinheiro para a construção de um novo prédio para reitoria (cuja primeira fase vai custar 20 milhões de reais) e uma série de outros “investimentos” considerados prioritários.

Cesinha e coelho, gastança para a reitoria e miséria para os trabalhadores

O que as técnicas e técnicos administrativos querem saber é quando nós, que dedicamos nossas vidas e nosso suor à Unicamp, seremos prioridade para a reitoria? Até quando Cesinha vai seguir com essa postura covarde e intransigente de fugir da mesa de negociação? Desde setembro de 2025 a reitoria não recebe a direção do STU para discutir a pauta especifica.

O recente corte de 60% no orçamento do processo de Progressão PAEPE 2026 é apenas um dos fatos que escancaram a falta de compromisso do atual reitor com a valorização da nossa categoria! Falta vontade política para resolver questões que afetam diretamente nossas vidas, para além da recomposição dos salários: o imbróglio da mudança de regime, o não pagamento dos retroativos do Descongela, os cortes nos adicionais de insalubridade e periculosidade, os erros no cálculo do ITN (incentivo ao trabalho noturno), o ponto eletrônico e a chantagem para assinatura do acordo individual pelos celetistas são exemplos da ausência de qualquer política permanente de valorização profissional, como prometido pela chapa Cesinha e Coelho durante a consulta para a reitoria.

E a autarquização, a quantas anda?

Autarquização - servidores largados a própria sorte

Uma chapa estelionatária, que omitiu de toda a comunidade universitária os planos de Autarquização do Complexo Hospitalar da Unicamp. Seguimos em estado de greve contra esse plano que representa a precarização do trabalho e a privatização dos hospitais da Unicamp – e que foi aprovado de forma absolutamente intransigente e questionável, às vésperas do Natal, impedindo que a comunidade pudesse debater esse projeto que pode impactar de forma irreversível o futuro de nossa Universidade. Apenas recentemente, é que finalmente tomamos ciência de que o projeto final foi encaminhado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação em janeiro, porém não foi apresentado ainda à Alesp – o que sugere haver algum descompasso entre os planos da reitoria e do governo Tarcísio. Mas não podemos nos iludir: a forma como esse processo vem sendo articulado é apenas mais uma prova de que Cesinha e Coelho são inimigos das(os) trabalhadoras(es) desta Universidade, mas não só: ao se submeterem às políticas privatistas do governador Tarcísio de Freitas, se revelam também inimigos da Saúde e Educação públicas!

É por essas e outras que o TRAVESSIA, linha de frente na oposição à reitoria e atual corrente majoritária na direção do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), faz o chamado para que nossa categoria se organize e participe ativamente da mobilização pela nossa data-base!